sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Formação

Somos o grupo de trabalho que irá produzir informação no âmbito da Formação em Animação. Esta informação irá fazer parte da Proposta que será finalizada em reunião durante a MONSTRA e que, depois, será entregue ao ICA, Instituto para o Cinema e Audiovisual, IP.
Gostaríamos que 'postassem' indicações sobre nome, nível de ensino, instituição, objectivos, docentes e número de disciplinas existentes nos cursos que frequentaram (ou frequentam) ou em que leccionam; e, ainda, que respondessem a uma série de questões:
  1. Há necessidade de animadores? Onde e como é que estes devem ser formados: Secundário/Técnico profissional? Licenciaturas? Cursos livres? Formação profissional? Mestrados? Masterclasses?
  2. Quanto tempo e que recursos humanos seriam recomendáveis para formar animadores ? Quem é que poderá assumir esses custos e responsabilidades?
  3. Há necessidade de animadores tout-court, ou será que é necessário diversificar: directores artísticos de animação 2D/3D, animadores de desenho, animadores 2D, animadores 3D? Tudo digital ou digital e tradicional?
  4. Pergunta aos animadores: que dificuldades estão a sentir em integrar uma equipa de animação? O que lhes faltou na formação que receberam?
  5. Pergunta aos produtores e realizadores: notam lacunas na formação dos recém-formados e novos profissionais de animação?
  6. Será que precisamos só de animadores? Quais são as outras áreas em falta?
Não se esqueçam de indicar FORMAÇÃO como palavra-chave.

Membros do grupo:
João Silva
José António Cunha
José Pedro Cavalheiro (Zepe)
Marina Estela Graça
Pedro Teixeira

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Sugestões - Nuno Beato

Deixo aqui algumas sugestões para os vários grupos de trabalho:

Distribuição:

Proponho que se reúna uma colecção de curtas de animação nacional, o suficiente para ter 6 horas de animação (6 DVD) e apresentarem a proposta ao jornal o Publico. Eu próprio já lhes sugeri isso e houve interesse da parte do Jornal.

Marketing e Financiamento:

Acho que faz falta em Portugal uma feira ou mercado onde se possam fazer apresentações de projectos, procurar parceiros ou animadores entre outros. Pode estar inserido em algum festival, no entanto deve ser pensada a melhor forma de chamar investidores para este mercado. Porque não o encontro de profissionais de animação em 2011 em Montemor-o-Novo. Em Espanha existem vários festivais com estas feiras.

Associações:

Acho que o maior problema das associações ligadas á animação em Portugal é o problema financeiro, depois de energia inicial e vontade de todos em criar uma associação ela acaba por morrer ou perder a maior parte dos sócios por falta de capacidade de gestão, por muito boa vontade que a direcção das associações tenha é impossível gerir uma associação e ter um trabalho diário ao mesmo tempo.

Este problema podia ser resolvido se a casa da animação conseguisse fazer o secretariado e a gestão destas associações. Também é extremamente importante cobrar cotas. Eu ainda não paguei cotas nem da casa da animação nem da APPA porque nunca recebi nenhum documento para efectuar o pagamento.

O dinheiro das cotas é pouco mas certamente ajudaria pelo menos a pagar o ordenado do secretariado das várias associações.

Proponho apenas a criação de uma associação de profissionais de animação, já existe uma associação de realizadores, não acho que faça falta criar mais um. Também proponho que essa associação de profissionais de animação seja aberta a todos, o que não aconteceu na última que foi criada e acabou por se diluir.

Espero que as propostas que deixo possam ser úteis.

Nuno Beato


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Animação Portuguesa - um blog da Jeanete de Novais


Conhecem este blog?

É da responsabilidade da Jeanete de Novais, da Covilhã e já funciona desde 2006!!!.

Contém diversas informações sobre a Animação Portuguesa.

Vale bem a pena visitá-lo!

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Concurso internacional. Alguém interessado?



Coca-Cola and ad agency, Ogilvy, have just announced they will award a €10,000 development contract at MIPTV 2010 for the best branded content idea to engage teens, as part of the 5th annual Content 360 Challenge. The idea can take the shape of a TV show, a web movie series, a mobile application, ad game, etc.
The Content 360 Challenge at MIPTV offers a fantastic opportunity to pitch directly to media decision makers, including Coca-Cola executives, in Cannes next April 13-14. Entry is free and the deadline for submitting a short description of your idea is February 15.


Click here to compete http://www.miptv.com/content360


In addition to Coca-Cola, there are 5 other pitching categories supported by TF1, National Film Board of Canada, Korea Communications Commission, and the European Commission. Feel free to contact me directly with any questions at content360@reedmidem.com

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Que caminhos para animação portuguesa?

Este espaço é sem dúvida um dos elementos fundamentais para ouvir opiniões, sugestões e contributos, para podermos todos ter uma melhor consciência global da nossa conjectura, aliás isso já está a acontecer, tenho lido excelentes intervenções e penso que os contratempos são normais e até podem ser saudáveis pois expõem situações que poderão ser evitadas no futuro.

A divulgação deste blog por todos nós é sem dúvida muito importante. É importante que o nosso público acompanhe o que se passa com o nosso trabalho, sem o apoio e interesse do público geral não tem piada nenhuma trabalhar e acima de tudo não se gera sustentabilidade. O que se faz em Portugal é bom no geral, não digo que exista industria mas existe certamente muito talento, técnica e profissionalismo, e é pena que o público em geral nem se aperceba que nós existimos, por vezes pensa-se que nem sequer é feito cá. Temos de mudar isso. Com o apoio do nosso público conseguiremos tudo o que quisermos.

Agradeço desde já ao Abi e ao Humberto, e a todos que já aqui deixaram valiosos contributos de informação preciosa, espero que continuem. Todos querem perceber quais os caminhos que existem actualmente, nisso os mais experientes têm um papel vital em iluminar e guiar os menos experientes. (Com estas metáforas todas relativamente aos dinossauros prefiro usar os termos mais e menos experientes, pode ser-se novo e ter experiência, assim como se pode ser velho e ser-se inovador).

Penso que antes de mais devemos fazer uma análise exaustiva do panorama actual que existe, de modo a que todos os que participem neste caminho possam estar em pé de igualdade em termos de conhecimento sobre o que existe e como funciona a animação em Portugal.
Irei sugerir a criação de um dossier por grupo de trabalho, que resuma e faça um ponto de situação do panorama nacional actual em termos práticos e para leigos, a legislação nacional e europeia, instituições estatais, concursos e apoios, festivais e divulgação, etc, digamos que será uma bíblia sobre o funcionamento e entidades que existam em relação á nossa área, e também informação sobre todos os estúdios, empresas, e indivíduos que trabalham em animação em Portugal, com especificações de técnicas, 2d, 3d, jogos, etc e respectivos portfolios. (Já há recolhas de informação que nos permitem não ter de fazer tudo do zero). Assim teremos uma consciência global de nós próprios e da nossa industria. Depois penso que teremos de recolher exaustivamente todas as sensibilidades e opiniões sobre cada tema a abordar pelos grupos de trabalho de modo a estarem todos os pontos de vista representados democraticamente e confrontar tudo com a realidade e definir uma ordem de trabalhos. Aqui nada de novo, penso que é o que se pretende.
Por fim, tenho esperança que se encontrem propostas, planos de mudança, e objectivos, que poderão ser compilados em outro dossier e que vão de encontro aos objectivos que se estabeleceram neste encontro e que se pretende que sejam representativos dos interesses de todos. Nem que para isso se tenha de alterar leis ou normas já instituídas. Tenho consciência que será um processo demoroso e de longo prazo mas se for construtivo será de certeza de grande utilidade prática, um grande contributo para todos nós e para o futuro do mercado da animação portuguesa.

Ler este blog tem sido inspirador e motivante, acima de tudo se os mais experientes continuarem a esclarecer-nos sobre assuntos que para a maioria são desconhecidos e um bicho de sete cabeças. A todos a continuação de um bom trabalho, obrigado, a falar é que as pessoas se entendem. Cumprimentos animados para todos.
Miguel Braga

Bang! Bang! Animation

PS: Para o Humberto não se queixar da falta de bonecos no site, aqui fica uma imagem de um short que fizemos para concorrer a um concurso do MTV em 2005.

Não acho a tua presença nada excessiva Humberto, pelo contrário, penso está já a ser um bom contributo.


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Concurso Curtas 2009 e Júris ICA

A polémica levantada com o ICA relativamente ao excesso de projectos aprovados em função do orçamento do concurso de 2009 está, aparentemente pacificada. Numa reunião efectuada ontem com a direcção do ICA e sobre o concurso de 2009 ficou esclarecido o seguinte: o processo de viabilizar 10 projectos com 500.000 euros irá decorrer através de negociações com os produtores. Contudo, de uma vez por todas, se algum dos projectos classificados até 6ª conseguir fundamentar a necessidade de manter o orçamento apresentado a concurso, o ICA respeitará essa posição, mantendo o valor apresentado a concurso. Tenham pois isto em atenção.
Ficou igualmente acordado que nos próximos meses, será destacado um técnico do ICA para que receba dos produtores (através da APPA) toda a informação necessária à avaliação dos orçamentos dos próximos concursos, de forma a que esta situação não se repita e se siga os termos acordados para a redacção dos regulamentos. O ICA considera no entanto desnecessário providenciar este esclarecimento por escrito (!).
Posto isto, e como contributo para que se evitem de futuro situações destabilizadoras como a agora verificada, gostaria de apelar, por um lado, a todos os membros de futuros júris do ICA que acompanhem este blog, por outro, a todos os participantes dos caminhos, que ponderassem nas seguintes considerações:
De alguns anos para cá, as composições dos júris de animação têm sido, regra geral, compostas a partir de propostas disponibilizadas pelo sector através da APPA. Na perspectiva (que defendo) do sector alcançar um entendimento que viabilize uma nova entidade associativa construída a partir da APPA, da Casa da Animação e destes Caminhos, essa função deverá logicamente transitar para a nova entidade.
Os perfis das pessoas que têm sido propostas para júris têm sido seleccionados com base em critérios que tanto podem ser partilhados pela unanimidade dos proponentes, como a isenção e formação cultural, como de outros que, embora não sejam critérios partilhados de forma unânime, são contudo fundamentados pela maioria dos proponentes, como seja um conhecimento ou sensibilidade sobre animação, com variações entre o serem conhecedores do que se tem feito no domínio desta arte a nível global, e o estarem mais ou menos bem informados acerca das especificidades do sector nacional.
Assim, pode-se afirmar que a pesada responsabilidade que recai sobre os membros dos júris é-lhes mandatada não só institucionalmente pelo ICA, como também pelo próprio sector da animação. E esta responsabilidade consiste não só num relevante papel deliberativo em termos de cultura nacional (através da selecção dos projectos que podem trazer uma mais valia neste campo), como também no que diz respeito à evolução de toda a actividade profissional. E, tendo em conta os parâmetros económicos que a caracterizam, as suas decisões constituem na maioria das vezes a fundamentação para o bem estar ou o mal estar dos vários segmentos do próprio sector, pelo de período de um ou mais anos.
Neste entendimento, e tendo em conta o resultado do concurso de 2009, parece-me que não é necessário ter um mestrado em gestão ou em psicologia humana, para perceber que decisões como a agora registada, de seleccionar 10 projectos sabendo à partida que só há dinheiro para 6, são causadoras de polémica e destabilizadoras do sector. E a atitude de lavar as mãos, como Pilatos, deixando ao ICA a árdua tarefa de descalçar essa bota, não me parece condizente com a responsabilidade que o sector espera da parte de qualquer júri. Há que ter em conta que o ICA, no desempenho do seu papel de gestor da magra economia indexada à animação, sendo uma instituição do estado, e um organismo estruturado pela função pública que lhe é inerente, dificilmente estará vocacionado para semelhante discernimento, uma vez que estará invariavelmente limitado pela dinâmica burocrática em que assenta a sua natureza. Penso pois que situações como esta são de evitar em absoluto para o futuro. E isto não quer dizer que seja insensível ao facto de, por via da penúria a que estamos todos sujeitos, não concordar que seria bom termos mais filmes em produção. Quer dizer somente que, penso ser de toda a conveniência que nenhum das partes envolvidas pela abrangência do sector, se constitua como factor de mais complicações em vez de colaborar na evolução da animação portuguesa.
Entretanto, começo a ter o sentimento que a minha participação neste blog pode estar a ser excessiva. Por isso peço: se assim for, por favor, façam-mo saber. Não levarei a mal.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

o meteorito

Penso que este espaço de debate há muito que devia existir. Pessoalmente, há anos que o espero sem o saber. E é inegável que fui incapaz de o criar. Por isso, mais uma vez, os meus agradecimentos a todos os que o permitiram. Agora, meus amigos, não há voltar atrás.
Quero também dizer que é com imenso prazer que constato a existência da primeira geração profissional da animação que se demarca espiritualmente da Jurássica a que pertenço. Numa lógica científica, posso tirar uma conclusão: estes são tempos de mudança! Portanto, todos os dinossauros tenham esta garantia: ou se adaptam, ou estão condenados à extinção. E os mais jovens, aprendam com os erros e a experiência dos que já andam nestas andanças de fazer filmes animados há mais tempo, porque senão, inevitavelmente cairão nas mesmas esparrelas ou noutras parecidas, em que o sector já caiu ao longo dos anos, e isso, meus amigos, será um desperdício que poderá por sua vez levar à extinção da vossa geração e tornaria estéril não só o vosso trabalho, como também o de todos os dinossauros, o que, diga-se de passagem, me deixaria bastante chateado.
Duas gerações a trabalhar em conjunto são melhores que uma. Façamos pois todos bom uso do nosso tempo!
Todos terão de concordar que a primeira lição a tirar deste encontro é que é tempo de acabar com as “picardias” e afins que, como se pode constatar, é um sério problema de geração. Conforme tive oportunidade de dizer no encontro, é um cancro que mina todo o cinema e audiovisual nacional e as histórias daí decorrentes dariam para encher livros e fazer filmes. Ao contrário da experiência profissional acumulada, estas coisas devem ser deixadas para o passado. Haja paz. Pela minha parte, e como padecente do mal que é comum à minha geração, gostaria pois de enterrar nestes caminhos os meus machados para, com todos, tornar este país com melhores condições de vida para os caminhantes desta jornada. Quem tem ouvidos que ouça. E os que têm voz que falem. E manifestem-se neste espaço. Que ninguém fique calado. Porque, quanto melhor nos conhecermos uns aos outros como profissionais, mais coesão teremos como força social, já para não falar dos mais, e melhores filmes de animação que poderão ser feitos.

Ps – só eu, um produtor, é que ponho bonecos nesta geringonça? Não há desenhos de animação? Layouts? Estudos gráficos, de personagens e sei lá que mais com que os autores animem visualmente os posts? È que blogs só com letras são uma chatice. E afinal, não somos profissionais da construção civil.


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NOVOS OBJECTIVOS

Como Abi Feijó diz, a união faz a força, mas o facto é, a força sem vontade , torna-se impotente .
Após uma reflexão sobre o meetting em Montemor, que penso ter sido extremamente positivo, não pude ficar indiferente à falta de ambição à cerca de alguns dos temas debatidos .
Apelo ao Grupo 1 " financiamento Escalas de produção Visibilidade , que explore as seguintes questões :
Porque não se fala em planeamento de longas metragens em Portugal?

Será assim tão descabido este objectivo ? Se sim porquê?

Não temos profissionais para tal?
Não há apoios ?
Há demasiados interesses e picardias antigas entre os profissionais ?

Pois penso que existem, em Portugal, profissionais com capacidades para tal, penso também que a questão dos financiamentos poderá ser resolvida ( o ICA não é o única recurso para financiar os nosso projectos, existem uma série de novas marcas e empresas a quem podemos pedir patrocínios).
Quanto ás picardias, deixo a cada um dos presentes nas reuniões de Montemor, que tire as suas conclusões. Mas se esse for o problema, cabe à malta jovem, que se organize e com novas ideias de forma a resolver a questão.

Quero também apelar a todos os profissionais da animação que se mantenham unidos e com objectivos ambiciosos, porque se nós ,animadores, não acreditarmos e não nos levarmos a serio, ninguém o fará por nós.

Hugo Rosado DS-production.

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Contributo para a reflexão dos caminhos


Há alguns anos atrás, quando o ICA reformulou os regulamentos dos concursos em sequência de um novo código legislativo, a Appa foi convidada à elaboração de uma proposta que reflectisse os interesses do sector. Com a perspectiva da reforma prevista na lei, os produtores confrontavam-se então com os piores receios: 400.000 mil euros anuais iriam ser retirados à animação para o financiamento de uma nova entidade que iria fazer um avultado investimento no cinema e audiovisual – o FICA.
Para a elaboração desse parecer, tornava-se vital uma proposta que estabelecesse as regras em que as candidaturas iriam concorrer entre si ao único fundo financeiro anual garantido à animação pela nossa sociedade portuguesa. E para o efeito, todos os dinossauros mais importantes do sector contribuíram com o seu parecer. O texto final apresentado ao ICA consistia numa profunda alteração às regras dos concursos até então vigentes. Em primeiro lugar, em vez de os subsídios continuarem a ser orçamentados com base num valor de referência por minuto (7.500€), passariam a ser estimados em função dos custos reais das características específicas de cada projecto, tendo em conta a arte e as técnicas aplicadas. Depois, os projectos passariam a ser avaliados pelo conteúdo em si, sem consideração dos currículos dos proponentes, fossem produtores ou autores. E de igual modo, os orçamentos não seriam levados em conta pelo júri para a sua avaliação. Esta primeira fase constituía a avaliação artística. A segunda fase consistia numa avaliação técnica, devendo para o efeito o ICA formar um dos seus técnicos para a análise dos orçamentos dos projectos aprovados. Essa formação passaria por todos os esclarecimentos que fossem necessários por parte do sector para o efeito. Caso fossem detectados valores orçamentais irregulares e os concorrentes não os conseguissem fundamentar, o ICA ficaria com o poder de reduzir o valor do subsídio em função do orçamento, regularizando desse modo a anomalia. O ICA aceitou a proposta e foi redigido o novo regulamento. Tudo parecia ter ficado resolvido na forma mais sensata. Nesse tempo porém, para além de serem alguns anos mais jovens, os dinossauros da animação também eram mais naifs. E não exigiram ao ICA um documento escrito que firmasse o acordo social relativo ao que faltava cumprir por parte do instituto: a formação do técnico. E falta desse acordo, a ser assinado paralelamente (já que o texto, formalmente, teria um encaixe complexo na letra do regulamento), trouxe-nos à situação presente.
Com vários ensaios bem ou mal sucedidos nos anos mais recentes, o ICA passou a aplicar textualmente o texto do regulamente, num espírito fundamentalista e achando desnecessária a formação técnica para a avaliação dos orçamentos. Quer dizer, como reflexo económico da crise do nosso país, cumpre a letra do regulamento deitando para o lixo a fundamentação do espírito que a criou.
O resultado disto apura-se em vários factores:
- É dada a liberdade aos júris de selecção para recomendar apoios a um número de filmes cuja soma de custos totais ultrapassa em cerca de 60% do total do dinheiro disponível. E, aparentemente, o ICA não corrige o paradoxo, permitindo que a deliberação passe a acta.
- Para resolver o problema, ignorando em absoluto a especificidade do projecto, o técnico aplica uma fórmula matemática cuja função é distribuir os 500.000€ disponíveis do concurso por todos os projectos recomendados pelo júri. Depois, o técnico fala com os produtores em expectativa, informando-os de que, ou aceitam a verba proposta ou sabe-se lá se assinam qualquer contrato. E para finalizar, como golpe de misericórdia a este tratamento de choque, dão um papel a assinar ao produtor para selar a sua decisão, antes que o pobre tenha tempo para pensar duas vezes.
Paralelamente, cada vez que a APPA consulta a Direcção do ICA sobre obrigatoriedade de aceitar o corte orçamental, é-lhe garantido que não – que os que recusaram têm direito ao orçamento integral proposto a concurso.
E deste modo, usando desta famosa técnica do polícia mau e do polícia bom, o ICA tem quebrado os mais valentes, dinossauros inclusive. Seja porque a vida está má e mais vale um pardal na mão do que uma galinha a voar; seja por serem jovens e não saberem esta história; seja porque se estão nas tintas; seja por serem favorecidos pela multiplicação de fatias do mesmo bolo.
Contudo as consequências desta política são graves. Como se já não bastasse a disfunção do famoso FICA, e a redução económica do sector derivada da exclusão dos financiamentos às séries como competência do ICA, agora é-nos imposto que a animação passe a fazer filmes com menos dinheiro, estabelecendo como norma a pobreza orçamental, remunerações mais baixas para todos os colaboradores nas produções, e o alargamento para um horizonte mais longínquo do regime de recibos verdes. Pior que tudo, um nivelamento da qualidade dos filmes para um grau de apuramento tão baixo, que dificilmente alcançará o brilho de algumas obras que provocaram em todos nós o orgulho nacional.
É isto que hoje se passa.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Montemor esteve Animado


Olá a todos, antes de mais gostava de agradecer o convite para participar neste exepcional fim de semana que passou e deixar os meus parabéns a todos os que tornaram possível este encontro.
Como prometido é devido, este post destina-se apenas a deixar-vos um link para fazerem o download da "reportagem fotográfica" que fiz neste encontro. Desculpem desde já o amadorismo das fotografias, mas foram tiradas sem qualquer rigor técnico... foi apontar e disparar.... uma coisa que fazemos muito aqui na Bang! Bang! Animation.
As fotografias estão comprimidas em winrar e o link para download só está disponível por 7 dias e permite 100 downloads após a data deste post. Aproveitem pois o meu tempo é limitado para aceder a pedidos de mais envios.
Aqui fica o link:


FOTOS


Mais uma vez Obrigado
Beijinhos e Abraçinhos Animados

Miguel Braga
www.bangbanganimation.com

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demissão


Dadas as circunstâncias verificadas nos poucos mails trocados entre o grupo coordenador da discussão sobre associativismo e direitos de autor, não me é possível de forma alguma continuar a participar neste orgão. Com efeito, ainda que possa, num cenário de assembleia, disponibilizar-me a digerir picardias derivadas de desentendimentos pessoais herdados do passado, num cenário restrito de grupo de trabalho voluntário, já não tenho estômago para tal. Principalmente se estas partem de alguém a quem não reconheço ter alcançado qualquer mérito na animação, nem ter qualquer autoridade nas suas componentes, artísticas, técnicas, de ensino, de gestão, ou organizativas. Aliás, nem tenho tempo sequer para processos de troca de galhardetes. Assim, apresento a minha demissão deste grupo de trabalho, continuando doravante a participar nos caminhos sem qualquer cargo coordenador.

As minhas desculpas para a Adriana, a João, e a Nádia, membros deste grupo de trabalho que não têm qualquer responsabilidade nesta demissão. Depois, a todos os participantes nos caminhos, alheios também a esta situação.

Convicto que esta demissão não será impeditiva de um bom trabalho da parte de todos, apresento os meus melhores cumprimentos.

Humberto Santana

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Grupos de Trabalho

No seguimento do encontro em Montemor, identificaram-se três grandes áreas de discussão, e constituíram-se grupos de trabalho para o seu tratamento e análise, organizados da seguinte forma:

1. Financiamento | Escalas de Produção | Visibilidade
Luis da Matta Almeida, Nuno Amorim, Davide Freitas, Vanessa Ventura, Cátia Peres, Nuno Folhadela, Miguel Braga, Bruno Caetano, Ricardo Mata, Vanessa Namora, Júlio Alves;

2. Formação
Zepe (José Pedro Cavalheiro), Marina Estela Graça, José António, Pedro Teixeira, João Silva;

3. Associativismo | Direitos de Autor
Humberto Santana, Cátia Salgueiro, Adriana Castro, Nádia Cardoso, João Real

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

funcionalidades


solicitação para a adminstração deste blog:
- inclusão nos links de todos os sites e blogs de animação pertencentes aos envolvidos nos caminhos da animação, sejam profissionais, sejam envolvidos de outra forma.
(o meu: www.animanostra.pt)
- postagem dos nomes de todos os participantes nos "caminhos da animação", com mails e referência de actividade (ou se preferirem manter a informação mais reservada, alojamento do ficheiro de contactos num alojador para download (posso fornecer se necessário), acessível só a profissionais, registados nos caminhos. Isto é importante para sabermos todos quem somos.

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Associativismo


Penso que a questão associativa é o primeiro dos grandes desafios do sector tendo em vista o desenvolvimento desta actividade. Mesmo com dicotomias que, em meu entender devem ser encaradas pelos profissionais, assim como se encara uma pequena verruga, que uma pessoa vive com ela em paz, ou a manda remover cirurgicamente. Conseguindo estabelecer uma frente comum, não tenho qualquer dúvida que a animação portuguesa florescerá a passos largos, para variar dos passos de tartaruga dos últimos anos.
A questão que se coloca a todos é: que associação?
E consequentemente:
Quais as suas actividades desejáveis?
Onde?
Quando?
Com que sustento?
Pessoalmente, concordo com a perspectiva da casa da animação.
Mas há que resolver um problema estrutural:
O financiamento existente é correspondente a um plano de actividades.
E, por outro lado, o ICA não financia associações profissionais.
Para manter os apoios do ICA, a casa da animação tem de fundamentá-lo em actividades públicas e culturais.
Uma forma de superar isto seria, mantendo a funcionalidade programática da CA, suportar os encargos suplementares (que ninguém duvide – uma associação eficaz tem de contar não só com voluntarismo mas com, pelo menos, uma funcionária) com o maior número possível de sócios com quotas de um valor o mais baixo possível.
Depois, haverá que definir a sua estrutura organizativa e quais os órgãos de decisão.
Na perspectiva de uma nova associação, penso que só poderá ser positivo, dar voz a todos. Só com esta sintonia pode ser desenvolvido um bom trabalho.
Assim, produtores, autores, realizadores, animadores, operadores, professores, e programadores, que de alguma forma podem ser considerados profissionais da animação devem ser abrangidos, segundo um modelo estrutural que respeite as suas competências.
Relativamente à questão da asifa, seja através da casa da animação, seja através de outra coisa, penso também que sim, devendo-se contabilizar as suas quotas nos custos estruturais.

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Associação para o sector

"A união faz a força" e por isso concordo plenamente com a ideia de se criar uma associação para todo o sector da animação.
Mas esta associação, no meu entender, já existe e tem condições únicas e privilegiadas de funcionamento: tem um espaço de trabalho próprio com cerca de 1.500 m², inluíndo biblioteca, arquivo, sala de projecção (35mm, 16mm e vídeo), 2 estúdios, espaço de exposições, bar, loja, sala de reuniões e secretariado. Tem duas funcionárias a tempo inteiro e uma terceira em meio tempo. Tem ainda cerca de 90 sócios (teóricos) dos quais mais de 50 votaram nas ultimas eleições, mas, mais importante ainda é que dispõe de um financiamento já garantido para o seu funcionamento para os próximos anos. 70.000€ dos quais são provenientes do ICA (o que corresponde ao apoio de uma curta por ano)
Como é fácil de perceber estas condições serão extremamente difíceis de se voltar a conseguir, sobretudo em épocas de crise como a que atravessamos.
Acho muito importante a existência de uma associação forte para o sector e por isso mesmo preocupa-me muito que essa associação tenha boas condições de funcionamento futuras. Não conheço em Portugal nenhuma associação ligada ao cinema que tenha melhores condições (infra-estruturas de funcionamento) do que as que podemos encontrar na Casa da Animação e não creio ser possível de as encontrar, neste momento de crise, em Portugal.
A Casa da Animação surgiu para aproveitar as sinergias e os financiamentos diponíveis na Porto2001 - Capital Europeia da Cultura, financiamentos estes que só estiveram disponíveis num momento preciso e não creio que sejam possíveis de se repetir tão cedo, nem mesmo em Guimarães, na próxima Capital Europeia da Cultura a ter lugar no nosso país.
Será certamente necessário proceder a alguns ajustes estatutários na actual Casa da Animação, para que a associação possa cumprir com as novas funções e especificidades, se quisermos albergar aqui as autonomias de representações sectoriais específicas, como as que foram levantadas nos encontros de Montemor: produtores, realizadores e técnicos aos quais eu gostaria de juntar os formadores. Mas como a Casa da Animação já de si é uma associação e as associações são sempre o que os seus sócios quiserem que sejam, basta para isso que se estudem os actuais estatutos, se identifiquem os artigos que necessitam ser modificados e se redija uma proposta de alteração. Estas alterações deverão posteriormente ser aprovadas em Assembleia Geral, mas como todas as associações são obrigadas a fazer anualmente e no início do ano, uma assembleia geral para aprovação do relatório e contas do exercício anterior e do programa de actividades e respectivo orçamento para o ano seguinte, bastará apenas incluir na ordem do dia desta Assembleia Geral ordinária a discussão e aprovação destas alterações estatutárias.
Penso também que se se vierem a introduzir nos estatutos a criação de secções com maior ou menor autonomia, teremos forçosamente de repensar a constituição dos novos órgãos directivos da Associação e teremos de, posteriormente, dar inicio a um novo processo eleitoral.
Na eventualidade (remota) da actual direcção deixar passar esta oportunidade de aprovar estas alterações estatutárias na próxima assembleia geral ordinária, a alternativa passa por recolher as assinaturas de, pelo menos, 20% dos sócios (cerca de 10) e pedir directamente ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral que convoque uma Assembleia Geral Extraordinária com este fim específico. Penso que não será difícil de encontrar estas assinaturas apenas junto dos participantes deste encontro de Montemor.
A mim parece-me muito mais fácil, rápido, barato, inteligente e eficaz adaptar a Associação Casa da Animação, abrindo-a a estas novas funções do que criar uma nova estrutura toda de raiz, que terá muito provavelmente grandes dificuldades em encontrar uma sede própria, uma infra-estrutura de funcionamento com um quadro de pessoal e financiamentos garantidos e (também importante) desaproveitando assim as enormes potencialidades que a Casa da Animação apresenta hoje.
Todos sabemos que a Casa da Animação tem os seus problemas e estamos todos conscientes de que são necessários mais recursos para optimizar o seu desempenho. Mas eu penso também que se a Casa da Animação conseguir adaptar-se a este novo desafio e conseguir motivar a grande maioria dos participantes do encontro de Montemor a se juntarem a nós, criando dentro do seu seio as infra-estruturas necessárias a uma melhor e mais forte representatividade do sector, isso só por si, já traria uma pequena ajuda financeira (as próprias quotas dos associados) bem como justificaria perante terceiros a importância de um reforço dos apoios financeiros. Se abrirmos a Casa à participação activa dos sócios, criando condições para que ele possam aqui encontram um espaço acolhedor de novos projectos e ideias, estaremos também a potencializar os recursos existentes mesmo sem recorrer a reforços financeiros. As dinâmicas e a força de vontade em participar num projecto verdadeiramente colectivo patentes no encontro de Montemor, dão-me confiança para apostar numa via mais participativa e interveniente dentro da associação.
Mais uma vez relembro "a união faz a força" e em sentido contrário "dividir para reinar". Se a opção que vier a ser tomada for no sentido de se criar uma nova estrutura associativa, eu penso que ambas as associações sairão a perder de todo este processo porque não só terão de dividir os seus sócios, perdendo influencia e dimensão, como se arriscam fortemente a ter de dividir também os seus financiamentos próprios, uma vez que as fontes de financiamento não são muito diversificadas e todos teremos de recorrer às mesmas e, perder-se-ia a oportunidade de responder à vontade expressa por muitos de se encontrar uma só associação para todo o sector.
Por tudo isto eu penso que seria um erro enorme deixar passar a oportunidade de alargar a base de influência da Casa da Animação, de diversificar as suas actividades e, no limite, de reforçar os seus financiamentos.
Mas o passo mais importante será o de encontrarmos exactamente qual será o modelo que pretendemos implementar, estudar a sua articulação interna e convidar todos os que estiveram presentes em Montemor a aderirem a esta nova Casa da Animação.
Por último, gostaria de fazer um apelo a todos no sentido de equacionarem também a adesão desta nova Associação (Casa da Animação?) à ASIFA - Associação Internacional do Filme de Animação - a única associação do sector a nível mundial, que conta com cerca de 5.000 membros individuais e cerca de 30 secções nacionais. A Casa da Animação tem todas as características para se tornar o representante Português na direcção internacional da ASIFA e conta com o interesse da parte da própria ASIFA em que isso possa vir a acontecer. De referir que já se estabeleceram os primeiros contactos directos entre ambas as associações neste sentido e, desde o início da própria Casa da Animação que existe uma colaboração, nomeadamente numa das principais actividades da Casa da Animação: a Festa Mundial da Animação (em finais de Outubro). Com a eventual adesão à ASIFA estaríamos ainda dar um caracter inequivocamente internacional à nossa associação. Para mais informações visitem o site www.asifa.net

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Encontro em Montemor - Obrigado!

Queremos agradecer a todos aqueles que organizaram, proporcionaram, contribuiram e participaram no encontro em Montemor-o-Novo, nos passados dias 23 e 24 de Janeiro de 2010, em que se difundiu uma ideia: reflectir e apontar caminhos para a animação portuguesa.


Muito caminho foi já percorrido, mas muito mais há a percorrer.
E é fundamental a participação e colaboração de todos.

Muito obrigado,

Adriana Castro, Alexandre Honrado, Alexandra Ramires, Álvaro Feijó (Abi), Ana Carina Estroia, Ana Oliveira, Andreia Nunes, António Carlos Costa, António Selas, Armando Teixeira Quito, Armando Coelho, Belo João Cabral, Bernardo Pinto Bordeira, Bruno Isaac Caetano, Carina Beringuilho, Carlos Cunha, Cátia Peres, Cátia Salgueiro, Clarinda Ferreira, Cláudia Carvalho, Cristiano Mourato, Cristina Araújo, Davide Freitas, Diogo Alves, Diogo Correia, Diogo Pina de Carvalho, Edgar Veríssimo Marins, Emanuel Barros, Eva Yebenes, Fernando Galrito, Filipe Abranches, Helena Santos, Hugo Lourenço, Hugo Manuel Rosado, Humberto Santana, Joana Bartolomeu, Jerónimo Rocha, João Cantiga Esteves, João Champlon, João Gargaté, João Lobo, João Lopes da Silva, João Miguel Real, Jorge Ribeiro, José António Cunha, José Miguel Mota, José Miguel Ribeiro, José Pedro Cavalheiro (Zepe), José Pedro Ribeiro, Júlio Alves, Laura Gonçalves, Lorenzo Degl' Innocenti, Luís da Matta Almeida, Marco Taylor, Maria João Carvalho, Maria Rosa Figueiredo, Marina Estela Graça, Marina Palácio, Marta Lebre, Miguel Braga, Mónica Loureiro, Nadia Cardoso, Nadin Pinto, Nuno Amorim, Nuno Beato, Nuno Folhadela dos Santos, Nuno Martins, Paulo Dalva, Pedro Alpiarça dos Santos, Pedro Teixeira, Paulo Salvador, Ricardo Blanco, Ricardo Mata, Rita Braga, Rita Rio, Rita de Jesus Santos, Rodrigo Areias, Rui Cardoso, Rui Durão, Rui Gonçalves, Sara Osório, Sara Sousa, Sergio Veríssimo Martins, Susana Oliveira, Teresa Paixão, Vanessa Namora Caeiro, Vanessa Ventura, Vasco Sá, Virgílio Almeida.

Um agradecimento muito especial à Câmara Municipal de Montemor, ao Sr. Vereador da Cultura, Dr. João Marques, à Anabela Ferreira e à Ana Estroia, pelo caloroso acolhimento em Montemor.




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domingo, 24 de janeiro de 2010

foi boa a festa, pá!


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